Sobre o projeto
A Residência Itatiba nasce do desejo de criar uma casa que dialogue com a tradição da arquitetura mineira sem reproduzi-la. O projeto parte dos elementos essenciais da casa de campo brasileira: o alpendre generoso, a cobertura de beiral largo, a materialidade natural e a integração com a paisagem.
Implantada em lote de topografia acentuada, a casa utiliza a inclinação natural do terreno como aliada. A solução em três módulos que podem ser implantados por fases responde à realidade do cliente: a casa cresce junto com a família, sem perder coerência arquitetônica em nenhuma das etapas.
Os materiais construtivos, pedra, tijolo e madeira, são empregados com honestidade. O projeto evita revestimentos que escondam a estrutura, valorizando ao contrário a expressividade tectônica de cada elemento. Grandes aberturas voltadas para a vista e a paisagem garantem que o exterior esteja sempre presente no cotidiano dos moradores.
Decisões de projeto
O projeto se organiza em três patamares que acompanham o desnível natural de 8 metros. Nenhum muro de arrimo ultrapassa 2,40 metros de altura. A escavação do pavimento inferior aproveitou a rocha existente como fundação direta, reduzindo custos estruturais e criando um ambiente naturalmente climatizado pela massa térmica do solo.
Quatro suítes no pavimento superior com acesso ao terraço-jardim. Área social em planta livre no térreo com pé-direito de 4,20 metros. Pavimento semienterrado com home theater, academia, adega e área de serviço. Cada nível funciona com autonomia, conectado por circulação vertical que enquadra a paisagem do vale a cada patamar.
Cobertura verde com substrato de 15 centímetros que reduz a temperatura interna em até 5 graus nos meses mais quentes. Sistema de captação pluvial com capacidade de 12 mil litros. Painéis fotovoltaicos que cobrem 80% do consumo. Ventilação cruzada em todos os ambientes de permanência, eliminando a dependência de climatização artificial.
O projeto paisagístico reconecta o jardim da casa à mata atlântica remanescente do entorno. Espécies nativas como pau-brasil, palmito-jussara e bromélias foram organizadas em estratos que reproduzem a estrutura da floresta original. A transição entre jardim doméstico e vegetação nativa acontece de forma gradual, sem cercas ou limites artificiais.
Galeria


















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